Mesquita de Muradiye (Edirne) — azulejos do século XV de Murad II

A Mesquita Muradiye em Edirne — um cofre esmeralda de azulejos do início do Império Otomano

Ao entrar no pórtico baixo desta pequena mesquita, situada numa das colinas de Edirne, parece que não se está a entrar num templo, mas sim numa caixa de joias. A Mesquita Muradiye é uma mesquita otomana do século XV, cuja construção foi ordenada pelo sultão Murad II entre 1435 e 1436 na sua segunda capital. Externamente, é quase ascética: um único minarete de pedra, uma cúpula coberta de chumbo, um modesto pórtico de cinco vãos. Mas basta cruzar o limiar da sala de oração — e as paredes brilham em azul cobalto, verde esmeralda e ocre limão. A Mesquita Muradiye guarda os azulejos sob o esmalte mais antigos da Turquia otomana e um mihrab único no seu género, que os mestres comparavam em beleza ao mihrab da Mesquita Verde em Bursa. Este edifício não é apenas um monumento, mas uma prelúdio silencioso para a grande era da arquitetura otomana.

História e origem da Mesquita Muradiye

A história desta construção remonta à época em que Edirne (a antiga Adrianópolis bizantina) era o coração do crescente Império Otomano. O sultão Murad II, pai do futuro conquistador de Constantinopla, Mehmed II, governou em duas etapas: de 1421 a 1444 e novamente de 1446 a 1451. Foi precisamente durante o seu reinado que a capital viveu um apogeu arquitetónico, e Edirne encheu-se de mesquitas, madrasas e caravançarais. Murad II encomendou a nova construção religiosa no início da década de 1430: considera-se que as obras foram concluídas entre 1435 e 1436.

É curioso que a Muradiye não tenha sido concebida exatamente como uma mesquita comum. Inicialmente, fazia parte do mosteiro Mevlevi — uma irmandade sufi que remonta ao poeta Jalal ad-Din Rumi. Os dervixes rodopiavam aqui no ritual «sema», aperfeiçoando o coração através da dança e do zikr. Só mais tarde, quando a congregação se mudou para outro local, é que o edifício se transformou completamente numa mesquita de sexta-feira. Hoje, pouco resta do complexo original: desapareceram o imaret (cozinha de caridade) e o mekteb (escola primária), que outrora se erguiam ao lado e alimentavam os mendigos e os viajantes, além de ensinarem as crianças da região.

O edifício passou por várias adversidades. Edirne está localizada numa zona sismicamente ativa, e a Muradiye foi fortemente afetada por terramotos. O minarete de pedra foi remodelado várias vezes; o atual é relativamente «jovem», tendo sido reconstruído em 1957. As restaurações salvaram a mesquita da destruição total, mas grande parte da decoração foi, ainda assim, perdida. A perda mais dolorosa ocorreu em 2001: ladrões retiraram da parede parte dos famosos azulejos azuis e brancos do friso. Os vazio criados foram, desde então, cuidadosamente preenchidos com gesso — uma marca triste, mas honesta, na biografia do monumento.

Apesar destas feridas, a Muradiye mantém o estatuto de mesquita em funcionamento e de um dos monumentos-chave da arquitetura otomana primitiva. É uma testemunha de uma época em que os otomanos ainda estavam a dar os primeiros passos na definição do seu grande estilo, sintetizando as tradições seljúcidas, bizantinas, persas e da Ásia Central.

Arquitetura e o que ver

À primeira vista, a construção é modesta: um pequeno edifício numa encosta, degraus, um pórtico de cinco vãos com cúpulas sobre cada compartimento. Mas por trás desta sobriedade exterior esconde-se um dos projetos de interiores mais requintados do século XV.

Planta em T e espaço

A mesquita foi construída segundo o esquema em forma de T, característico das primeiras mesquitas otomanas de estilo zavi. Primeiro, o visitante chega ao átrio de entrada com duas salas laterais abobadadas — aqui, outrora, podiam alojar-se dervixes e viajantes. A sala de oração está separada do átrio por um arco maciço, o que sublinha a transição da parte «de receção» para a parte sacra. Sob a cúpula, há uma sensação de espaço íntimo, quase doméstico: a escala é humana, sem aquele vazio ecoante que surgirá mais tarde na obra de Sinan.

Friso azul e branco — eco da porcelana chinesa

A principal impressão é o friso de azulejos que circunda três paredes da sala de oração. Oito fileiras de azulejos hexagonais, colocados «de canto», formam um tapete contínuo de cor cobalto. Cada azulejo, com cerca de 22,5 cm, tem um corpo de frita branco-creme e uma pintura a cobalto sob um esmalte transparente. Até ao roubo de 2001, contavam-se 479 peças com 53 desenhos diferentes: desde simples margaridas até complexos «chinuaris». Os padrões remetem claramente para a porcelana azul e branca chinesa da era Yuan, do início do século XIV — os otomanos, tal como todo o mundo islâmico, estavam fascinados pela porcelana trazida pela Rota da Seda. Entre os hexágonos estão inseridos pequenos triângulos turquesa, e na parte superior o friso é coroado por uma série de grandes palmetas em relevo. Estes são os mais antigos azulejos subglaciais conhecidos, produzidos no Império Otomano — o ponto de partida de um longo caminho que mais tarde conduzirá ao famoso iznik.

O mihrab — o manifesto dos «mestres de Tabriz»

A principal joia da mesquita é um mihrab retangular extraordinariamente grande, uma nicho voltado para Meca. Está totalmente revestido de azulejos policromados, executados na técnica «cuérda seca» («cordão seco»): os esmaltes são separados uns dos outros por uma linha preta grossa, o que impede que as cores se misturem durante a cozedura. A paleta de cores é luxuosa: cobalto, turquesa, ocre-limão, verde-maçã e lilás. Na ranhura exterior do mihrab, há uma inscrição dupla: letras brancas em relevo em caligrafia naskh sobre fundo azul, e no interior dos seus traços — uma segunda inscrição em caligrafia cúfica dourada. A parte esquerda é o espelho da direita — uma técnica que exigiu do mestre uma virtuosidade especial. O texto contém versículos do Alcorão (3:32-3:35) e uma dedicatória ao sultão Murad II. A abóbada-nicho é composta por azulejos brancos em relevo com um padrão floral subglaciar em cobalto — como se fosse um céu ao entardecer com nuvens finas.

Os mestres de Tabriz e a ligação com Bursa

Estilisticamente, o mihrab de Muradiye é quase idêntico ao mihrab da Yeşil Cami (Mesquita Verde) em Bursa, concluída entre 1419 e 1421. Considera-se que ambas as obras foram realizadas pela mesma oficina — os mesmos «mestres de Tabriz», tal como se assinaram em Bursa. Depois de Edirne, estes artesãos, segundo os investigadores, passaram a trabalhar na decoração da Yuch-Sherifeli-Cami, concluída em 1447. Assim, numa pequena mesquita de Edirne, convergem as tradições artísticas persas, azerbaijanas e otomanas.

O enigma da transferência dos azulejos

O historiador de arte britânico John Carswell avançou uma hipótese intrigante: talvez os azulejos do friso não sejam originais. Sob a camada de reboco, são visíveis vestígios de uma pintura mural anterior, que em alguns pontos ultrapassa os limites da cerâmica. O mihrab é também desproporcionalmente grande para uma sala pequena, e na disposição dos azulejos falta um ritmo rigoroso. Carswell sugeriu que os azulejos se destinavam inicialmente a algum edifício imperial — possivelmente ao complexo palaciano Saray-i Jedid-i Amire, que Murad II construiu em 1450 na ilha do rio Tundzhi, a norte de Edirne. No século XIX, o palácio estava quase totalmente em ruínas, e os azulejos podem muito bem ter sido «transferidos» para a mesquita.

Factos e lendas interessantes

  • Os azulejos policromáticos do mihrab e o friso azul e branco são os mais antigos azulejos otomanos subglaciais e os primeiros exemplos de cerâmica à base de frita na Turquia otomana. É com Muradiye que, de facto, começa o caminho que, um século depois, levará ao apogeu de Iznik.
  • Os «Mestres de Tabriz» — uma cooperativa de artesãos quase anónima, cuja origem está ligada ao noroeste do Irão. Depois de Edirne, perde-se o seu rasto, mas em cada uma das suas obras é possível reconhecer a paleta sonora característica.
  • Em 2001, parte dos azulejos hexagonais foi roubada; os restauradores preencheram as lacunas com gesso simples — intencionalmente, para que a perda permanecesse visível e lembrasse a tragédia.
  • O minarete que hoje se ergue junto à mesquita já não é o primeiro nem o segundo: foi reconstruído várias vezes, tendo o atual sido erguido em 1957.
  • Segundo a lenda local, os dervixes Mevlevi rodopiavam nesta sala com tal paixão que a um viajante pareceu que os padrões de cobalto nas paredes ganhavam vida e rodopiavam juntamente com eles. A lenda é, claro, poética, mas na penumbra de um dia de inverno o efeito dos azulejos «que ganham vida» existe realmente.

Como chegar

Edirne situa-se no extremo oeste da Turquia, junto às fronteiras com a Grécia e a Bulgária, a cerca de 230 km de Istambul. Para o viajante de língua russa, a opção mais conveniente é voar para Istambul (aeroporto IST ou SAW) e, a partir daí, apanhar um autocarro interurbano. A estação rodoviária «Esenler» (Istambul) tem partidas de autocarros das transportadoras Metro, Nilüfer e Kamil Koç para a estação rodoviária de Edirne a cada hora; a viagem demora entre 2,5 e 3,5 horas, dependendo do trânsito. Também é possível partir do aeroporto Sabiha Gökçen com uma mudança.

Da estação rodoviária de Edirne até ao centro, o mais conveniente é apanhar um miniautocarro (dolmuş) até ao bairro de Selimiye — daí, são cerca de 15 minutos a pé até Muradiye. Coordenadas para o GPS: 41.6824 N, 26.5648 E. Oriente-se pela colina a nordeste da mesquita Selimiye de Sinan — Muradiye fica mais acima, em bairros residenciais tranquilos, afastada do fluxo turístico. Para quem vai de carro, há estacionamento gratuito na rua nas proximidades. Como alternativa — uma viagem de um dia a partir de Istambul no formato «as três mesquitas de Edirne»: Eski-Cami, Yuc-Serefeli e Selimiye, com uma visita a Muradiye como ponto alto do tema dos azulejos.

Dicas para o viajante

A melhor altura para visitar é a primavera (abril–maio) e o outono (setembro–outubro): clima ameno, dias longos e poucos turistas. No verão, Edirne é quente e movimentada devido ao festival de luta na manteiga de Kırkpınar; no inverno, o tempo costuma ser húmido e cinzento, mas é precisamente num dia nublado que os azulejos no interior da sala se destacam de forma especialmente viva e gráfica.

Horário e acesso. A mesquita está em funcionamento, pelo que está aberta a fiéis e turistas durante o dia, mas fecha durante as cinco orações diárias, especialmente a do meio-dia de sexta-feira. Planeie a sua visita nos intervalos entre as orações e não chegue mesmo à hora do pôr-do-sol. A entrada é gratuita, não há bilheteiras nem bilhetes.

Código de vestuário. As mulheres precisam de um lenço na cabeça e roupa que cubra os ombros e os joelhos; os homens, calças compridas. Por vezes, são distribuídos lenços e saias compridas à entrada, mas é melhor ter os seus próprios. Tira-se o calçado e coloca-se num saco de pano ou numa prateleira. No interior, fale baixo, não fotografe quem está a rezar e, ao fotografar o mihrab e o friso, desligue o flash — este é prejudicial para a cerâmica antiga.

O que levar consigo. Binóculos leves ou uma lente com zoom — os detalhes das inscrições do mihrab e os delicados padrões das palmetas merecem uma observação atenta. Um bloco de notas ou um telemóvel com notas: é fácil perder-se na abundância de padrões e épocas. Calçado confortável — o caminho a subir desde o centro demora cerca de quinze minutos, e os passeios neste bairro são irregulares.

Itinerário de um dia. Combine a Muradiye com a Selimiye Cami de Sinan (património da UNESCO, 1574–1575), a Eski-Cami (1414) e a Yuc-Serefeli-Cami (1447) — juntas, formam um manual ideal sobre a evolução da mesquita otomana, desde a Bursa primitiva até ao apogeu tardio de Sinan. Após um passeio pelas mesquitas, visite a antiga ponte Meric e o mercado coberto de Alipasha. Em termos gastronómicos, não deixe de provar o famoso fígado frito de Edirne («Edirne ciğeri») e a sobremesa local «devashi helvas». A Mesquita Muradiye não é a atração mais famosa da Turquia, mas são precisamente estes locais tranquilos e pouco turísticos que muitas vezes ficam mais gravados na memória: proporcionam aquela sensação rara de que se está perante o início de uma grande história — junto ao primeiro azulejo cobalto de um longo padrão otomano.

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Perguntas frequentes — Mesquita de Muradiye (Edirne) — azulejos do século XV de Murad II Respostas às perguntas mais frequentes sobre o Mesquita de Muradiye (Edirne) — azulejos do século XV de Murad II. Informações sobre o funcionamento, as possibilidades e a utilização do serviço.
A mesquita foi construída entre 1435 e 1436 por ordem do sultão Murad II — pai de Mehmed II, o conquistador de Constantinopla. Naquela época, Edirne era a principal capital do Império Otomano, que vivia um apogeu arquitetónico: a cidade enchia-se de mesquitas, madrasas e instituições de caridade.
Inicialmente, a Muradiye foi concebida como um mosteiro da irmandade sufi Mevlevi, cujas origens remontam ao poeta Jalal ad-Din Rumi. Os dervixes realizavam aqui a dança ritual «sema». Só depois de a irmandade se ter mudado para outro local é que o edifício se tornou uma mesquita de sexta-feira. Do complexo original não se conservaram o imaret e o mekteb, que outrora se erguiam nas proximidades.
A entrada é gratuita — não há bilheteiras nem bilhetes. A mesquita está em funcionamento, pelo que permanece aberta durante o dia, mas fecha durante as cinco orações diárias, especialmente a oração de sexta-feira ao meio-dia. É melhor planear a visita para os intervalos entre as orações.
O mihrab é invulgarmente grande para uma sala de dimensões reduzidas e é considerado uma das melhores obras da sua época. Está inteiramente revestido de azulejos policromáticos, executados na técnica da «cuerda seca» («corda seca»): os esmaltes de diferentes cores são separados por uma linha preta, que impede que se misturem durante a cozedura. A paleta inclui cobalto, turquesa, ocre-limão, verde-maçã e lilás. Na moldura exterior, há uma inscrição dupla: letras naskh em relevo sobre fundo azul contêm versículos do Alcorão e uma dedicatória a Murad II.
Em 2001, uns ladrões retiraram da parede parte dos famosos azulejos azuis e brancos do friso. Os restauradores preencheram deliberadamente as lacunas resultantes com gesso simples — para que a perda permanecesse visualmente visível e servisse de lembrança do que aconteceu. Esses «remendos» esbranquiçados são bem visíveis contra o fundo do friso cobalto.
O mihrab e parte da decoração são atribuídos à oficina dos chamados «mestres de Tabriz» — artesãos do noroeste do Irão (atual Azerbaijão). Presume-se que esses mesmos mestres tenham trabalhado no mihrab da Yeşil Cami (Mesquita Verde) em Bursa, concluída entre 1419 e 1421. Após Edirne, perde-se o seu rasto, mas, em termos estilísticos, ambas as obras são quase idênticas.
O friso — um tapete contínuo composto por oito fileiras de azulejos hexagonais em tons de cobalto e branco, que circunda três paredes da sala de oração. Trata-se dos mais antigos azulejos subglacéis com base de frita conhecidos no Império Otomano. Os padrões remetem para a porcelana azul e branca chinesa da dinastia Yuan: arabescos, margaridas, «chinuaris». É precisamente com Muradiye que se inicia o caminho que, um século mais tarde, conduzirá aos famosos azulejos de Iznik.
Sim, o historiador de arte britânico John Carswell sugeriu que os azulejos do friso se destinavam inicialmente a outro edifício — possivelmente ao complexo palaciano Saray-i Jedid-i Amire, construído por Murad II em 1450 e quase totalmente destruído no século XIX. Indícios indiretos: vestígios de pinturas anteriores sob a camada de reboco, um mihrab desproporcionalmente grande e a ausência de um ritmo rigoroso na disposição dos azulejos. A hipótese não foi oficialmente confirmada.
A Muradiye foi construída segundo um plano em forma de T, característico das primeiras mesquitas otomanas de tipo zaviye. O átrio de entrada, com duas salas laterais abobadadas (onde outrora se alojavam dervixes e viajantes), está separado da sala de oração por um arco maciço. A cúpula sobre a sala cria um espaço intimista, quase doméstico — à escala humana, sem o vazio monumental das construções sinanianas posteriores.
Em geral, é permitido tirar fotografias, mas respeitando as regras: nunca fotografe pessoas em oração e certifique-se de desligar o flash — este é prejudicial para a cerâmica antiga. Para observar em detalhe os padrões do mihrab e do friso de palmetas, recomenda-se o uso de binóculos ou de uma lente com zoom.
A melhor época para visitar é a primavera (abril–maio) e o outono (setembro–outubro): clima ameno, dias longos e poucos turistas. No verão, Edirne é quente e, durante o festival de luta na manteiga de Kirkpinar, a cidade fica particularmente movimentada. Uma curiosidade: num dia nublado de inverno, os azulejos no interior do salão apresentam cores particularmente intensas e um efeito gráfico marcante.
Um itinerário ideal para um dia — «as três mesquitas de Edirne»: a Eski Cami (1414), Yuc-Serefeli-Cami (1447) e Selimiye-Cami de Sinan (Património da UNESCO, 1574–1575), com Muradiye como ponto alto da temática dos azulejos. Complete a visita com um passeio pela ponte Meric e pelo mercado coberto de Alipash. Da cozinha local, não deixe de provar o fígado frito «Edirne ciğeri» e a sobremesa «devashi helvas».
Manual do usuário — Mesquita de Muradiye (Edirne) — azulejos do século XV de Murad II Manual do usuário do Mesquita de Muradiye (Edirne) — azulejos do século XV de Murad II com descrição das principais funções, recursos e princípios de uso.
Decida com antecedência: será uma excursão de um dia a partir de Istambul ou uma viagem independente com pernoita. Um dia é suficiente para visitar Muradiye e as três principais mesquitas de Edirne. Se pretender ficar mais tempo e explorar sem pressa a cidade velha, os bazares e as margens do rio Meric, reserve uma noite. A melhor época é abril-maio ou setembro-outubro.
A forma mais prática é apanhar um autocarro interurbano na estação rodoviária de Esenler (Istambul). As transportadoras Metro, Nilüfer e Kamil Koç partem aproximadamente de hora a hora; a viagem demora entre 2,5 e 3,5 horas, dependendo do trânsito. Se chegar pelo aeroporto Sabiha Gökçen (SAW), será necessário fazer uma transbordo. A partir do aeroporto IST, pode primeiro chegar a Esenler de metro ou táxi.
A partir da estação rodoviária de Edirne, apanhe um dolmuş até ao bairro de Selimiye — este é o principal centro turístico da cidade. Da paragem junto à mesquita de Selimiye até Muradiye, são cerca de 15 minutos a pé, subindo a colina. Oriente-se pela colina a nordeste da mesquita de Sinan: Muradiye fica mais acima, em bairros residenciais tranquilos. Coordenadas para o GPS: 41.6824 N, 26.5648 E. Se for de carro, há estacionamento gratuito na rua nas proximidades.
A mesquita está em funcionamento, sendo obrigatório o código de vestuário. As mulheres devem usar um lenço na cabeça e roupa que cubra os ombros e os joelhos; os homens devem usar calças compridas. Por vezes, são distribuídos lenços à entrada, mas é melhor levar o seu próprio. Os sapatos são tirados à entrada e colocados num saco de pano ou numa prateleira. Verifique o horário das orações: a mesquita está fechada durante as orações, especialmente a do meio-dia de sexta-feira.
Ao entrar, pare no átrio: repare na planta em forma de T e nas nichos laterais abobadados. Depois de passar pelo arco para a sala de oração, observe primeiro o panorama geral — o friso cobalto nas três paredes. Em seguida, aproxime-se do mihrab: observe a técnica «cuérda seca», a inscrição dupla na ranhura e a abóbada em relevo. Os remendos de gesso branco no friso — vestígios do roubo de 2001 — também merecem ser observados: são mais eloquentes do que qualquer comentário de museu. Um binóculo ou uma lente com zoom ajudarão a distinguir os detalhes das inscrições.
Depois de Muradiye, desça até à Mesquita Selimiye de Sinan (património da UNESCO) — a maior e mais famosa mesquita de Edirne. A partir daí, caminhe até à Mesquita Yuc-Serefeli (1447) e à Mesquita Eski (1414). O percurso é compacto: é possível visitar os quatro locais em 4 a 5 horas de passeio tranquilo. Termine o dia no mercado de Alipash ou nas margens do rio Meric, saboreando o famoso fígado frito de Edirne.